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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

Pelo sentido da vista: um olhar gay na escola

Aline Ferraz da Silva e Jarbas Santos Vieira

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Resumo

Neste artigo apresentamos algumas das análises da pesquisa realizada em nível de mestrado com estudantes de uma escola estadual na cidade de Pelotas/RS, na qual foram discutidos os efeitos de identidades sexuais não normativas no currículo. A problemática teve seu primeiro movimento impulsionado pelas manifestações de desconforto e homofobia com relação a um grupo específico de três estudantes gays dessa comunidade escolar. Utilizamos como referência o pensamento de Michel Foucault, especialmente com relação à construção histórica e discursiva de conceitos como sexualidade, identidade, diferença e normalidade que tem servido para criação e manutenção de padrões de conduta. A partir dos depoimentos do grupo de estudantes, abordamos a compulsoriedade da identidade heterossexual na escola e algumas estratégias que permitem vazar esse discurso. A argumentação é desenvolvida com base no potencial desestabilizador desse grupo, que desacomoda o cotidiano escolar, na intenção de pensar o impensável no currículo. Ao se apresentarem como a diferença que confronta a sexualidade normativa, diferença que o currículo tenta assimilar e despotencializar através de sua redução à diversidade tolerada, os sujeitos da pesquisa levam o imprevisto para a escola, possibilitando que se pense o currículo como local também de desconstrução das identidades.

 

 

 
 
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