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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

Historicizando as Verdades Curriculares em Tempos de Democracia: a alquimia dos conhecimentos geográficos e a fabricação de professores e estudantes no Brasil

Gabriel Pedro e Marcia Serra Ferreira

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Resumo

O texto objetivo investigar, em tempos democráticos no Brasil, o modo como as Ciências Sociais vieram participando dos processos de fabricação dos sujeitos escolares. No diálogo com Michel Foucault e alguns de seus interlocutores no campo do Currículo (Ian Hacking; Kathryn Kirchgasler; Thomas Popkewitz), produzimos uma análise comparativa e descontínua entre períodos históricos pautados por experiências institucionalmente democráticas no país: entre o fim do Estado Novo (1946) e o Golpe Militar (1964); a partir da Constituição de 1988. Analisando textos curriculares relativos aos Estudos Sociais e ao componente curricular Geografia na BNCC, interessa-nos perceber o modo como as verdades do ensino vieram se constituindo no país, com efeito no modo como viemos produzindo os conhecimentos e sujeitos da escolarização. A intenção é dar visibilidade a como certos princípios classificatórios, recontextualizados e reativados, operam linhas de diferenciação entre sujeitos escolares. Ao problematizar os processos discursivos que participaram ativamente da constituição de professores eficazes na formação de estudantes como cidadãos democráticos e cientificamente capazes, podemos contribuir para desestabilizar as verdades curriculares em tempos de democracia.

 

 

 
 
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