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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

Mas a escola não tem que ensinar?: conhecimento, reconhecimento e alteridade na teoria do currículo

Elizabeth Macedo

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Resumo

Meu foco, neste texto, é a teoria curricular como discurso normativo que delimita o que pode ser significado como currículo e, em certa medida, como educação e escola. Argumento que ela sanciona uma compreensão de educação como projeto que permite ao sujeito se reconhecer na cultura, o que, entendo, ser uma violência ético-política com efeitos perversos sobre a diferença. Como projeto, o reconhecimento sutura a vulnerabilidade constitutiva da subjetividade e conforma os sujeitos ao que Butler chama de esquema de intelegibilidade ultrajante. Defendo que, ao contrário, a educação precisa se alicerçar sobre tal vulnerabilidade para dar visibilidade a experiência de estar com o outro. Para tanto, em diálogo com Bhabha, assumo que, se há alguma possibilidade de recuperar o significante conhecimento numa teoria curricular responsável, é como vazio: conhecer como ato de tradução que ocorre no momento mesmo da enunciação.

 

 

 
 
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