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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

Currículo e relações de poder-saber: conflitos e articulações entre o dispositivo de antecipação da alfabetização e o dispositivo da infantilidade

Maria Carolina da Silva Caldeira e Marlucy Alves Paraíso

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Resumo

A inclusão das crianças de seis anos no ensino fundamental provocou uma série de debates e disputas sobre como deve ser o currículo para esse nível de ensino. Esses debates enfatizam o papel que a alfabetização deve ter no primeiro ano, a fim de garantir que as crianças aprendam a ler e a escrever o quanto antes. Por meio de uma pesquisa que utilizou técnicas etnográficas articuladas à análise de discurso de inspiração foucaultiana, este artigo analisa os efeitos que a antecipação da alfabetização para seis anos tem no currículo de uma turma de uma escola de Rede Municipal de Belo Horizonte. Nesse currículo, operam os dispositivos de infantilidade e de antecipação da alfabetização, que ora articulam suas forças, ora vão em direções opostas. Assim, o argumento desenvolvido neste artigo é o de que há disputas entre o dispositivo da infantilidade – que atua nesse currículo valorizando modos de pensar psico-infantis – e o dispositivo da antecipação da alfabetização – que precisa, para se efetivar, apagar algumas marcas infantis, disponibilizando posições de sujeito mais próximas dos padrões escolares.

 

 

 
 
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