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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

A paixão segundo G.H. e o horizonte ético da educação para a experiência democrática

Simone Z. Moschen e Luís Adriano Salles Souto

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Resumo

No aconchego de sua cobertura, G.H. se distrai fazendo bolinhas com o miolo do pão fresco que acompanhava o seu café. Naquela ensolarada manhã, tudo na vida-cobertura dessa mulher da classe média carioca parecia dar continuidade a uma rotina sem sobressaltos. Mas ao planejar limpar e organizar o quartinho da empregada que se demitira no dia anterior, G.H. começa a viver, então, a sua via-crucis. A via-crucis de G.H., que se inicia com a decisão de limpar e organizar o a dependência de empregada, é o testemunho de uma queda cujas ressonâncias desejamos fazer reverberar sobre uma importante polêmica que provém do campo da educação: qual seria a função da escola quando se enuncia o compromisso do ato educativo com o horizonte ético da chamada “experiência democrática”? Emergindo do testemunho de G.H., personagem do livro A paixão segundo G.H., de Clarice Lispector (1964), o significante queda ajuda-nos a sustentar que o horizonte ético da educação para a “experiência democrática” exige que pensemos a escola como equipamento que se inscreve na descontinuidade entre as esferas do privado e do público - descontinuidade essa que, veremos, é condição para uma experiência de travessia.

 

 

 
 
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