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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

Educar para a cidadania: nas fronteiras da socioeducação

Andrea Guerra

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Resumo

A partir do campo das políticas públicas da socioeducação, evidenciamos os impasses do processo educativo a partir da máxima “educar para a cidadania”, diretriz do processo instaurado pelo cumprimento de uma medida socioeducativa. Essa medida disciplinar, prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente, introduz o adolescente autor de ato infracional, numa série de dispositivos que visam sua reintegração ao corpo social. Isolamos quatro impasses: a dificuldade institucional de acompanhar os jovens face à descontinuidade de sua presença na rede; o hiato que se forma, na transmissão dos códigos regulatórios, entre a normatividade do crime e a legalidade jurídica; o tratamento da multiplicidade de discursividades que produzem a representação sociossimbólica do adolescente em conflito com a lei, determinando-lhe destinos funestos; e a ausência de um mapeamento socioafetivo da experiência de cada púbere na passagem do corpo tutelado na infância para o corpo responsável na adultez. Romper com falsos binários, elucidar processos políticos, inseri-los nos circuitos dos afetos, destacar o saber na experiência singular de cada adolescente; implicar o corpo social no compartilhamento de responsabilidades seriam algumas das sínteses a que chegamos.

 

 

 
 
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