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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

O Currículo dos Anos Iniciais: Campo de Tensão e Controvérsias

João Alberto da Silva, Gionara Tauchen, Julio Cesar Bresolin Marinho e Janaína Borges da Silveira

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Resumo

Este artigo foca o tratamento pedagógico dos conteúdos escolares a partir da discussão do currículo. Propõe-se a analisar alguns conceitos e depoimentos reflexivos de professores dos anos iniciais a fim de mapear as regras e dispositivos que instauram um discurso pedagógico recontextualizador no sentido empregado por Bernstein. Os dados foram coletados em múltiplas pesquisas realizadas na modalidade de consórcio e atravessadas pela temática do currículo. Participaram da pesquisa 18 professores cujos depoimentos, registrados em diários, foram analisados por meio do Discurso do Sujeito Coletivo. A partir dessa organização, foram elaborados três discursos coletivos intitulados: a) O que é o currículo dos anos iniciais?, b) Qual a gênese do currículo dos anos iniciais? e c) O que contém o currículo? Percebemos que o currículo produzido, legitimado e verdadeiramente empregado não é aquele que consta nos documentos, nos livros didáticos e nas previsões legais, mas o que habita um imaginário coletivo cujas regras e dispositivos pertencem a um campo recontextualizador a respeito do que ele é ou deveria ser. No discurso pedagógico dos professores, o currículo acontece na herança de uma tradição já instituída, como espólio de um já vivido e tido como referência. O estudo também evidenciou uma tensão entre a dimensão ideológica do discurso pedagógico, que comporta contradições, clivagens, dilemas (de ordem técnica) e o discurso regulador (de ordem moral).

 

 

 
 
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