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Currículo sem Fronteiras
 
   
 Revista para uma educação crítica e emancipatória   ISSN 1645-1384

Jogos e Brincadeiras nas Práticas Pedagógicas na Educação Infantil: entre o dito e o escrito

Aliandra Cristina Mesomo Lira e Cecília Hanna Mate

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Resumo

O artigo discute o uso dos jogos e brincadeiras nas instituições educativas para crianças de 0 a 6 anos, buscando problematizar como se constituiu e engendrou o discurso moderno sobre o papel educativo dos jogos e brincadeiras, quais sentidos foram atribuídos a eles aos serem incluídos na educação. O estudo desenvolvido insere-se na linha de história e historiografia da educação, tomando como fontes os dois volumes da Revista do Jardim da Infância, de 1896 e 1897 e, os três volumes do Referencial Curricular Nacional para a Educação Infantil, de 1998. Analisamos o texto dos documentos em seu conteúdo voltado para a indicação de como organizar e conduzir as atividades com as crianças utilizando jogos e brincadeiras com vistas a trabalhar conceitos, valores e modos de se comportar. Nossa investigação partiu da problematização do papel educativo atual das brincadeiras e jogos e práticas a eles associadas o que nos levou a reconhecer sua historicidade, suas estratégias de potencialização e sua relação com os discursos. Além disso, é preciso registrar que, segundo o que pudemos apreender a associação do adjetivo educativo às práticas lúdicas foi intencional, ou seja, se constituiu como mais uma estratégia de governo, envolvida em relações de poder e saber, que se entrelaçou e encontrou força dentro da visão de infância e das instituições destinadas à sua educação cunhadas na modernidade.

 

 
 
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